Um grande momento merece uma bebida especial. Os espumantes são os eleitos para tornar um encontro casual ou mesmo uma comemoração mais marcante numa recordação inesquecível. É evidente que por si só a abertura de uma garrafa de espumante já traz um certo glamour para a ocasião. Aquele barulho da rolha estourando e o efeito da perlage na taça promove a sofisticação que o acontecimento requer, ou pelo menos, eleva a uma categoria mais sublime um instante não tão relevante. Abrir uma garrafa de um bom espumante é uma fórmula secreta que pode ser usada como um grande recurso para impressionar o convidado, seja ele um amigo ou um futuro amor. É a atitude perfeita para quem conhece a arte de seduzir. Mas para isso, é evidente, que o anfitrião deve saber servi-lo, tomando o cuidado de avaliar a temperatura certa que o espumante deve ser apreciado, o momento mais adequado e se há necessidade de harmonizar ou não.
Nunca esqueçam que existem vinhos que devem sempre ser acompanhado de comidas e há outros que podem ser servidos sem esta preocupação.
Quanto á vinificação dos espumantes é bom recordar que há dois principais métodos para sua elaboração. Um é o mais clássico chamado de Champenoise e o outro um método mais moderno chamado de Charmat.
No Champenoise existe uma segunda fermentação na garrafa, adicionando açúcar e leveduras ao vinho branco tranquilo. Dessa fermentação resulta o gás carbônico, o qual aprisionado na garrafa torna o vinho espumante. A mistura de leveduras e açúcar com vinho é chamada de licor de expedição. E após o acréscimo dessa mistura a garrafa é fechada com tampa metálica de cerveja e armazenada numa prateleira especial de nome Pupitre. As garrafas permanecem acondicionadas destas prateleiras, que possuem cavidade circulares para acoplar o gargalo das garrafas, até sedimentar as células de leveduras mortas. É feito a remuage, um processo manual em que o Remueurs, um adeguista experiente gira as garrafas diariamente, permitindo uma sedimentação do material indesejado no gargalo mais facilmente. O próximo passo é congelar o gargalo para remover mais tranquilamente os sedimentos, num processo conhecido como degola.
Apenas no final que o espumante é definido, acrescentando o licor de expedição e a tradicional rolha.
No método Charmat, a segunda fermentação ocorre em grandes tanques de aço, não mais na garrafa. Isso permite uma produção de espumante muito maior.
Para o Anfitrião não errar, é importante, além de conhecer o método de produção do vinho, saber que a bebida deve ser resfriada em baldes com gelo e água, nunca no congelador. Bom lembrar também que baixar a temperatura do líquido irá acentuar a acidez e diminuir os aromas. Por isso, grandes vinhos devem ser apreciados a temperaturas não muito baixar, para evitar de perder a apreciação de algumas propriedades organolépticas.


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