quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Um amor consolidado.

Em um primeiro contato, não se pode negar que a estética é um relevante fator para determinar a escolha. Nos relacionamentos, embora os homens sejam mais visuais, todos nós, em maior ou menor grau, utilizamos este critério para apostar num parceiro. No universo dos vinhos, muitas vinícolas estão também seguindo essa premissa e apresentando garrafas cada vez mais sofisticadas e elegantes, que seduzem  de forma arrebatadora qualquer enófilo de plantão. Entre estas, destaca-se, primorosamente, a Casa Valduga, que lançou na expovinis em 2011, São Paulo, um espumante chamado Maria Valduga. Elaborado pelo método champenoise, com uma segunda fermentação na própria garrafa, o espumante é uma homenagem a matriarca Maria Valduga, uma grande incentivadora para que fosse produzido vinhos por esse método na vinícola. O intitulado "joia do espumante brasileiro", é uma das melhores opções disponíveis no mercado para quem deseja impressionar, encantando o parceiro, de forma que o encontro torne-se inesquecível. O fascinante espumante, confeccionado em uma garrafa denominada 000, possui um rótulo com 42 gramas de ouro 18 quilates, graciosamente decorado com um charmoso cristal Swarovski, o que confere um aspecto de luxo e beleza ao produto. O vinho produzido com as uvas Chardonnay e Pinot Noir, possui um envelhecimento de 48 meses (Safra 2006) para que atinja aspectos organolépticos fascinantes ao paladar, comprovando que a excelência deste vinho não se restringe apenas a uma formosa garrafa. Suas propriedades apresentam expressiva intensidade e complexidade, conseguidas através de um processo que prioriza a paciência e valoriza   minuciosamente os detalhes dessa produção. Aliás, coincidência ou não, são as mesmas características que se observa em relacionamentos amorosos consolidados. 
Por isso, oferecer um espumante Maria Valduga é deixar claro que o parceiro tornou-se imprescindível na vida do anfitrião. É sem dúvida, uma demonstração de amor, carinho e romantismo.


Ficha Técnica oferecida pela Casa Valduga:

Safra: 2006
Variedade: Chardonnay | Pinot Noir
Origem: Vale dos Vinhedos – Bento Gonçalves / RS - Brasil
Envelhecimento/Autólise: 48 meses
Visual: Espumante límpido e brilhante, de coloração amarelo palha. 
Possui perlage fino e persistente culminando em uma nobre e generosa coroa.
Olfativa: Bouquet elegante e intenso com notas de frutas em calda, 
remetendo principalmente à pera e maçã. Os aromas de brioche 
amanteigados e pão delicadamente tostados expressam a complexidade 
adquirida durante a lenta maturação deste espumante.
Gustativa: Em boca possui excelente complexidade gustativa, com acidez 
equilibrada e ótimo frescor. Apresenta alta cremosidade, ampla 
intensidade, persistência e retrogosto que remete à análise olfativa.
Consumo: 6 – 8 ºC

domingo, 8 de janeiro de 2012

Uva Torrontés - Avassaladora.

Uma paixão avassaladora que estremece o corpo, provocando arrepios na pele e correntes cálidas pelas veias é uma condição muito rara de ocorrer. Mas, provavelmente, não tão rara quanto o microclima encontrado no Valle Calchaquíes, na região de Salta, Argentina. Neste Vale, encontram-se as zonas de vitivinícolas mais altas do planeta e que proporcionam características peculiares aos vinhos elaborados na região. Talvez fosse evidente que, em altitudes tão elevadas, em terroir singular e em lugar exuberante, existisse a química perfeita para promover uma bebida exótica e de forte personalidade.  No entanto, como nas grandes paixões, há necessidade de provar, ou seja, da prática real. O vinho não permite os amores platônicos, que permanecem apenas nos livros e na imaginação, ou dentro de uma garrafa na adega. Eles devem ser apreciados, sentidos e tocados. Neste caso, pode-se dizer que o resultado foi uma experiência esplendida e única, como a uva que se adaptou perfeitamente ao clima do local.  Refiro-me as cepas da uva Torrontés, emblemática e largamente difundidas na Argentina como a mais destacada na produção de vinhos brancos. O interessante é que a intensidade de tais vinhos ocorre por uma maior exposição da parreira aos raios ultravioletas, coagindo as uvas a gerarem uma casca mais grossa e escura, fato que promove todo esse veemente aspecto particular.


Então, quando lembramos da uva Torrontés, lembramos de intensidade, sem perder as características que conferem o vinho branco: alegria, felicidade e leveza. Sem dúvida, é o vinho ideal para abrir durante uma grande paixão num relacionamento, ainda mais com o calor dos últimos dias.  


De coloração amarelada, com tonalidade esverdeada, possui aromas frutados e também florais. Pode-se encontrar perfume de rosas, mel, limão, erva cidreira, pera e pomelo. Na boca, geralmente, observa-se um frescor elegante com notas de damasco. É um vinho intenso, com fina acidez, o toque final para um encontro arrebatador, provocante, entusiasmado e totalmente avassalador.


A arma das paixões tórridas, dos encontros de amor inesquecíveis, que permanecem para sempre na memória como motivo da vida valer a pena.


sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

A leveza de um Amor

Estar apaixonado nesses dias tórridos de verão é um excelente motivo para abrir junto ao amado/a uma refrescante garrafa de Vinho Verde. Oriundo do noroeste de Portugal, entre Minho e Douro, elaborado com as uvas alvarinho, loureiro e avessa, o Vinho Verde destaca-se pela leveza de um paladar jovem e alegre, perfeito para o clima quente dessa época do ano e, sobretudo, para promover um momento descontraído entre o casal. Chegou a hora de relaxar, olhar por um ângulo positivo as coisas boas que a vida nos oferece, planejar viagens, grandes eventos, abraçar o nosso grande amor, proferir palavrar românticas e estar de bem com os caminhos que se pretende trilhar. Uma pessoa assim - otimista - consegui acender paixões ou reavivar sentimentos já esmorecidos pelo desgaste do dia-a-dia, casando de forma primorosa com o espírito deste vinho. De menor teor alcoólico, portanto menos calórico, o vinho verde é frutado, saboroso e equilibrado, harmonizando com petiscos leves, saladas e frutos do mar.






Parece que o vinho verde combina com os momentos mais singelos da vida, mas não se enganem, pois são justamente esses encontros descompromissados de felicidade que marcam o coração do amado/a, e consolidam uma relação de cumplicidade. Possuir uma elevada auto-estima, uma alegria contagiante e uma boa garrafa de Vinho Verde em mãos é uma fantástica opção para começar um ano novo com o pé direito e fortalecer os nossos relacionamentos. 

Então, vamos ao que interessa: abrir uma garrafa de Vinho Verde e ser Feliz!



sábado, 31 de dezembro de 2011

Filé com ervas finas, torradas no azeite e curry e tinto da Vestiquero!

Meu último almoço de 2011 foi especial. 

Filé ao molho de ervas finas com pimenta rosa, acompanhado com um toque especial de torradas tostadas ao molho de azeite com curry e harmonizado com um vinho tinto - carbenet sauvignon - da vinícola Ventisquero.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

O Poder de um Espumante

Um grande momento merece uma bebida especial. Os espumantes são os eleitos para tornar um encontro casual ou mesmo uma comemoração mais marcante numa recordação inesquecível. É evidente que por si só a abertura de uma garrafa de espumante já traz um certo glamour para a ocasião. Aquele barulho da rolha estourando e o efeito da perlage na taça promove a sofisticação que o acontecimento requer, ou pelo menos, eleva a uma categoria mais  sublime um instante não tão relevante. Abrir uma garrafa de um bom espumante é uma fórmula secreta que pode ser usada como um grande recurso para impressionar o convidado, seja ele um amigo ou um futuro amor. É a atitude perfeita para quem conhece a arte de seduzir. Mas para isso, é evidente, que o anfitrião deve saber servi-lo, tomando o cuidado de avaliar a temperatura certa que o espumante deve ser apreciado, o momento mais adequado e se há necessidade de harmonizar ou não. 
Nunca esqueçam que existem vinhos que devem sempre ser acompanhado de comidas e há outros que podem ser servidos sem esta preocupação.
Quanto á vinificação dos espumantes é bom recordar que há dois principais métodos para sua elaboração. Um é o mais clássico chamado de Champenoise e o outro um método mais moderno chamado de Charmat.
No Champenoise existe uma segunda fermentação na garrafa, adicionando açúcar e leveduras ao vinho branco tranquilo. Dessa fermentação resulta o gás carbônico, o qual aprisionado na garrafa torna o vinho espumante. A mistura de leveduras e açúcar com vinho é chamada de licor de expedição. E após o acréscimo dessa mistura a garrafa é fechada com tampa metálica de cerveja e armazenada numa prateleira especial de nome Pupitre. As garrafas permanecem acondicionadas destas prateleiras, que possuem cavidade circulares para acoplar o gargalo das garrafas, até sedimentar as células de leveduras mortas. É feito a remuage, um processo manual em que o Remueurs, um adeguista experiente gira as garrafas diariamente,  permitindo uma sedimentação do material indesejado no gargalo mais facilmente. O próximo passo é congelar o gargalo para remover mais tranquilamente os sedimentos, num processo conhecido como degola. 
Apenas no final que o espumante é definido, acrescentando o licor de expedição e a tradicional rolha.
No método Charmat, a segunda fermentação ocorre em grandes tanques de aço, não mais na garrafa. Isso permite uma produção de espumante muito maior.
Para o Anfitrião não errar, é importante, além de conhecer o método de produção do vinho, saber que a bebida deve ser resfriada em baldes com gelo e água, nunca no congelador. Bom lembrar também que baixar a temperatura do líquido irá acentuar a acidez e diminuir os aromas. Por isso, grandes vinhos devem ser apreciados a temperaturas não muito baixar, para evitar de perder a apreciação de algumas propriedades organolépticas. 

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Uma noite especial

Uma noite especial para um casal apaixonado perpassa por vários momentos, e os mais diversos recursos são permitidos para transformar um simples encontro numa recordação inesquecível: um ambiente agradável, uma conversa animada, uma música romântica, um jantar saboroso e, claro, um excelente vinho. 
Avaliando por esse prisma, percebe-se que não há fórmula secreta, parece que estimular os sentidos ainda é a melhor arma para a sedução. Agora, para marcar definitivamente na memória do parceiro aquele instante, o ideal, além de encontrar as palavras certas para desenrolar o papo e escolher a música mais adequada para a ocasião, é eleger um vinho sofisticado e elegante, que por si só transmita a mensagem que a paixão está no ar. A bebida deve harmonizar com o prato oferecido, com o clima entre o casal, com a temperatura do local e, sobretudo, com a expectativa do parceiro. Por isso uma noite perfeita é o resultado de uma pesquisa (investigação) minuciosa, e talvez sigilosa, sobre os gostos e opções do amado ou amada, visto que oferecer algo que o companheiro não aprecie é colocar em risco o equilíbrio da empreitada, ou pelo menos é gerar um pequeno desconforto para ambos. Evidentemente, uma recusa de algo apresentado durante esse momento não deve ser avaliada como um mal sinal, mas como um alerta para que os próximos passos sejam dados com mais segurança. Os mínimos detalhes no jogo da conquista fazem toda a diferença e demonstram a sensibilidade do anfitrião, deixando claro seu potencial  para proporcionar prazer e satisfação. Por isso, é imprescindível em primeiro lugar analisar se o parceiro aprecia um bom vinho e qual o seu conhecimento sobre a bebida. Depois sim, é colocar o "feeling" em amplitude máxima para identificar as substâncias que irão apetecê-lo, sendo então possível preparar um jantar de majestade e impressionar o convidado. Isso não é tarefa fácil, mas as conversas entre os dois, anteriormente a essa noite, devem permear por rumos que permitam dar pelo menos uma ideia da preferência do comensale.  Identificado e planejado a noite arrebatadora, é hora do ataque, colocar em prática as percepções avaliadas.
Depois é só deixar o clima rolar e aproveitar cada segundo desse momento especial. Os elogios, não exagerados, a presença do amado, lembrando que tudo aquilo foi possível por que o companheiro está ali, é uma excelente oportunidade de dar mais glamour ao jogo de sedução. Ademais, sugerir que nada foi escolhido aleatoriamente, mas, pelo contrário, que foi pensando no convidado é a forma mais correta de enaltecer o trabalho primoroso feito para aquela noite. Tudo dito, evidentemente, na hora certa, sem grandes ênfases, para parecer natural.
O jogo é mostrar apenas uma parte de um todo, e causar a vontade no parceiro de "quero mais".

As dicas que sugiro para os dias mais quentes são um refrescante vinho branco chardonnay e um delicado vinho tinto carménerè, visto que o aroma dos vinhos dessas uvas geralmente remetem ao floral e a frutas vermelhas, respectivamente, sugerindo romance, mas sem exageros ou apelação. São vinhos fáceis de beber, de pouca complexidade, deixando uma boa faixa de segurança para o anfitrião não errar. Os taninos do carmenerè são suaves, não impactando na boca, caso o convidado não esteja acostumado com bebidas mais estruturadas. 
A harmonização pode ser feita com pratos leves, com carnes brancas ou frutos do mar. Nada muito fibroso ou muito temperado para não se sobressair na presença da bebida. 

Uma boa data para tal encontro seria entre o Natal e o Ano Novo. Uma comemoração mais íntima do casal que está se conhecendo ou para aqueles que pretendem reavivar o romance em 2012. Uma noite daquelas!


segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Pinot Noir - O vinho voluptuoso

Quando se fala de vinhos produzidos com a uva Pinot Noir, de imediato, vem a minha cabeça a palavra "voluptuoso". Embora não deva negar que degustar um Pinot Noir é pura sedução, torna-se evidente que para definir as propriedades organolépticas desse deleitoso vinho necessita-se muito mais do que uma única palavra. As bebidas que resultam desta uva são muito sensuais, elegantes e sofisticadas no nariz, na boca e, geralmente, possuem um final fabuloso. Talvez por seu caráter temperamental, de difícil cultivo, promovam uma estrutura delicada, desafiadora para alguns paladares, mas totalmente encantadora, sobretudo para aqueles que gostam de se apaixonar. É o vinho perfeito para os primeiros encontros de um casal, em especial quando se busca impressionar o parceiro e transmitir a mensagem de que o relacionamento deverá evoluir. É a chave para abrir a porta da paixão, de preferência as paixões avassaladoras, que destroem barreiras e eliminam obstáculos. O cuidado restringe-se a sua harmonização, que precisa estar de acordo com o corpo melindroso e elegante do líquido. Por isso é imprescindível avaliar o envelhecimento que ele sofreu na garrafa e sua origem. Os jovens, geralmente da Nova Zelândia e Áustria, casam muito bem com salmão e atum, enquanto os mais famigerados são produzidos na região da Borgonha e combinam com pratos de caça, como o pato.
É um vinho extremamente charmoso se bem harmonizado, que merece a atenção especial dos casais apaixonados.